sexta-feira, 31 de março de 2017

AS DIFICULDADES DE SER MÃE NA ESTRADA NOS DIAS ATUAIS

Ah! Mas até agora só falei das coisas boas da estrada e tudo na vida tem seus dois lados. Como diz minha querida e determinada amiga Pamella, rapadura é  doce ,mas não é mole não! 
 Não venho aqui  romantizar nada porque a estrada é linda ,mas é dura. 


Espero  não estar recrutando inconscientemente  pessoas achando que nossa vida é puro mar de rosas. 

Sempre quando alguém vem me pedir dicas jogo a real. Explico como vivemos, como nos movemos, e como lidamos com cada situação. 

Não  sou a favor de que alguém  leia um artigo meu ,veja meia dúzia de fotos, ache lindo e em seguida queira a mesma vida, se jogue sem nenhuma informação e preparo nas estradas. 

Todos  nós viajantes dizemos : Basta você  criar coragem e sair da sua zona de conforto  e tudo flui. Verdade isso! Mas existe também um facilitador chamado planejamento. 

Com um mínimo de planejamento tudo com certeza fluirá melhor e quando se trata de viajar com crianças  não se pode pular esta fase.

As dificuldades são  várias, físicas, emocionais, internas e externas. 
Existem pessoas que não se adaptam mais a uma vida tradicional  ( falo por experiência própria ), também há aquelas que não se encaixam na estrada. 

Estamos expostos a tudo. Frio, calor, fome, sede, cansaço,  dores físicas e emocionais,  sensação de solidão, fracasso, sucesso,alegria, tristeza e muitos outros. 

Temos que saber lidar com cada situação e cada sentimento.

E a maioria  das reações sitadas acima é  por falta de planejamento. Se vamos à  um lugar frio temos que levar casaco. Se vamos a praia levaremos protetor solar, para trilhas  botas de Trekking e por aí vai.

Sofrer na estrada é  falta de conhecimento, preguiça de pesquisar as vezes,pois estamos num momento que todos querem tudo mastigado. 

Não vou dizer que nunca passei dificuldades, mas soube contornar e aprendi com elas. 
Nós levamos hoje em dia com a Mel mais crescida  menos bagagem. Aprendi levar o necessário e não ficar com peso extra.

Quando a viagem é  longa ou não podemos parar p comer ( se estamos numa carona com motorista  apressado), sempre tenho algo p beliscar ( frutas,sucos,bolachas)  e a Mel não ficar com fome. E aí  na próxima parada comemos algo mais nutritivo. Mas as vezes tem pouco e precisamos racionar .

Se o tempo muda de repente  procuro abrigo. Se vejo que é  tarde p seguir viagem já  busco local p passarmos a noite ,seja couchsurfing, rodoviária, um coreto de praça  ou qualquer espaço seguro p montar a  barraca. As vezes não achamos e caminho bastante a procura. Quando acho um albergue público é  só felicidade. 

As vezes esperamos 5 minutos uma carona, outras vezes ficamos horas ou dias . Paciência é tudo na vida de um  viajante  caroneiro. 


Viajar com a Mel  nem sempre significa que todos que passarem por nós sentirão empatia.  Na verdade ,tem gente que não dá  carona e grita com a gente. Já teve vez de a pessoa  parar o carro mais a frente e chamar e quando cheguei perto ,ela  arrancou  com pressa fazendo gestos com o dedo.

Já teve gente gritando "LOUCA" da janela. Fazendo cara feia quando passa por nós ou simplesmente virando p o outro lado.

Sabemos que ninguém é obrigado a nos dar carona, mas ter educação ao menos também é  bom.

E quando  param p comversar e tentar te convencer que estar fazendo algo errado como se existisse uma única maneira  de viver? 
Quando não respeitam  vc e suas escolhas?
Quando ao invés de ajudar atrapalham, ou nos perseguem gratuitamente. 
Ainda existe o tal do machismo , que chamo de Achismo,  porque o cara "Acha "que pode decidir  sobre nossa vida, "Acha" que é  nosso dono , "Acha "que pode tudo.

E nós não podemos "Achar " nada !
Temos que ter a certeza de que somos donas de si, que podemos fazer o que quisermos, ir onde sentirmos vontade  e que ninguém e principalmente homem algum pode dizer o contrário. 
Ouço sempre: Tá  sozinha? Não tem medo? Cadê o pai da criança?  Ele deixou você viajar?  Essa hora eu só consigo sorrir e balançar a cabeça educadamente,porque sou de boas.

Queria ser da Treta as X e dizer meias verdades  por aí,   dar umas voadoras e três  tapas na cara ,mas prefiro evitar a fadiga, sabiamente  já dizia Jaiminho ,o carteiro. 


Felizmente nunca fui assediada, molestada por motoristas  que nos deram carona. Rezo p que nunca chegue esse dia porque só de ouvir e ler relatos de amigas que  passaram por isso já dá um nó na garganta.
Porém  isso pode acontecer em qualquer lugar. Tanto nas estradas quanto no colégio,  no trabalho,  em casa.  Devemos ficar sempre lertas aos sinais ou seguir a famosa intuição. 

A verdade  é  que  nós mulheres passamos por tudo isso todos os dias. Mas ninguém nota.

Só vão perceber quando criamos coragem, batemos o pé  e vamos viver nossa vida a nossa maneira, seguir nossos sonhos. E quando acontece um episódio negativo na estrada , a culpa é  jogada encima de nós  que estávamos  soltas por aí fazendo coisas que não deveríamos.

Machismo mata mais que atropelamento de automóvel, mata mais que bala de Revólver. 

Preconceito e Machismo são  nossos carrascos . Eles nos julgam e nos condenam  e por isso morremos física e emocionalmente.

A luta continua. 
A coragem continua.
As viagens continuam.
A vontade de viver e ser feliz continua .
Nunca devemos desistir do que é  nosso. 
Nunca devemos  perder a fé na humanidade e principalmente em nós  mesmas. 
Se não formos atrás de nossos sonhos,ninguém irá. 
E não ligue p o que os outros dizem, ninguém conhece  tua caminhada  melhor que você. 
Sempre em frente. ...Não temos tempo a perder.


SOBRE AS MARAVILHAS DE SER MÃE NA ESTRADA, TER A COMPANHEIRA PERFEITA, MINHA DOCE ABELHINHA.





Para começar ,o mundo é feito de diversidades e temos o dever de apresenta- los a nossos filhos. Mostrar que existem lugares e pessoas diferentes e interessantes, que pensam e fazem coisas distintas e que podem agregar muito na nossa vida.

Todas essas oportunidades que damos a nossos filhos é um aprendizado enorme p elas, na verdade aprendemos muito mais com eles que são seres puros e mais evoluídos que nós.

Viajo com Melissa desde seus 7 fofos meses, fomos a muitos lugares e fizemos inúmeras atividades juntas quebrando um pouco o pensamento de muitos em que não dá para viajar com crianças.

Se de forma não convencional ( caronas)nós nos divertimos muito imagine para quem vai na forma tradicional? As possibilidades de ser uma viagem muito massa aumentam não é? Então não tenha receio de que não irá se divertir , comece pensando positivo que já ajuda.

Muitos diziam no começo que ela não se lembraria de nada e que era muito pequena, mas se soubermos deixar a viagem leve, tranquila e natural com certeza será marcante cada lugar que estiverem.

Melissa lembra do jardim japonês em Buenos Aires que foi com quase 2 anos. Lembro que ela se divertiu bastante correndo atrás dos pombos e vendo os peixes no lago.

Novamente na Argentina, Mendoza ela lembra da piscina de água quente que fomos com vista p as montanhas.

E o mais marcante e por incrível que pareça tbm na Argentina ( já deu p perceber que amamos este país ), a viagem ao fim do mundo, Ushuaya está nas suas lembranças até hoje. Ela curtiu tanto o passeio, as trilhas para os lagos, a neve e os pinguins que pede sempre para voltarmos lá.

Eles lembram e aprendem muito. Viajar é a melhor forma de aprender. Quando crianças são maleáveis ,absorvem tudo com maior facilidade, são verdadeiras, e a quebra de preconceitos é muito mais fácil nesta fase que na adulta.

E sabemos tbm que crianças precisam de espaço e liberdade p poderem se expressar, querem descobrir, usar a imaginação, são curiosas, são pequenos tsunamis em busca de aventura.

O ideal é que não cresçam em frente à TV ,munidos de tecnologias sem limites e sim que possam também conhecer o leque de opções que existem p crescerem com saúde física, emocional. Terem vida social com conteúdo e bem estar.

Na natureza, essa integração é maravilhosa. Além de nos proporcionar um olhar diferente quanto a consciência ambiental, olhamos tbm para dentro de nós já que podemos contemplar tudo com tranquilidade.

Viajando com nossos filhos isto é ainda mais interessante pois nos ensinam a observar melhor por onde passamos já que elas com suas pequenas perninhas caminham mais devagar e assim aproveitamos muito mais o caminho.

Seja p escutar os pássaros, sentir o aroma das flores, ou sentir o vento . Perceber a imensidão no topo de uma montanha, dar se conta das diversas vidas que ali existem e no fim admirar um lindo pôr do sol. São coisas simples, mas de muito valor.

E as crianças são assim. Melissa adora pegar pedrinhas no caminho e sempre que acha um galho faz de cajado p auxiliar na caminhada.

Ela tem uma imaginação incrivelmente engraçada. Quem a conhece e teve a oportunidade de um dedo de prosa sabe do que tô falando.
Isso faz com que caminhadas longas sejam divertidas e não tediosas.

Quando viajamos sempre busco locais em que ela possa se divertir como parques, pequenas trilhas com contemplação de animais livres ( não vou mais e nem a levo em zôos ,mas esse tema pode ficar p outra oportunidade ) ela também ama praia e cachoeira. Mas quando não existem essas opções ela é do tipo que se diverte com qualquer coisa. Pedras, palitos,tampinhas de garrafa, folhas. Um simples papelão vira um mega escorregador numa grama .

Se encontramos crianças em nosso caminho ela fica muito feliz, brinca bastante ,mas sabe que para a amizade não existe barreiras e mesmo que estejamos em outros países a forma de comunicação universal é o amor. Mesmo que eles ainda não entendam o que realmente signifique isso.
Nós percebemos no olhar sincero deles,no Abraço,no sorriso que esboçam ao amiguinho que estão se entendendo sem ao menos trocar uma palavra.

Melissa entende que estamos no Brasil e falamos português e que na Argentina se fala espanhol e ela aos poucos inclui palavras em seu novo vocabulário. Na nossa última viagem pelo nordeste ela se encantou com umas meninas dançando na praia, em especial a de cabelos azuis e queria muito falar com elas. Notei que falavam espanhol e pedi que fosse até elas.
Chegou e falou: Hola chica, cual tu nombre? E depois ficaram lá conversando, tiraram uma foto juntas e foi super divertido, ganhamos 4 lindas amigas Portenhas( novamente a Argentina na nossa vida,impressionante! ).

Me fala se não é gratificante ver o progresso de seu filho ? Sei que não existe apenas um caminho , mas tenho certeza que por enquanto estou indo bem. Faço o melhor que posso e a cada dia aprendo a ser um ser humano melhor.

E o melhor de tudo é depois de um dia tenso e cansativo,daqueles que você pensa que nunca deveria ter saído da cama, sentarmos juntas p descansar, ela fazer aquele famoso coraçãozinho com as mãos, te dizer que te ama e te abraçar sorrindo.
Isso realmente não tem preço!
É por momentos como este que tudo vale a pena e seguimos caminhando em busca de nossos sonhos.

Nós somos Liz e Mel, companheiras inseparáveis, espírito livre e filhas do mundo. Por hora conhecemos 18 estados brasileiros e 6 países da América do Sul, todos de carona.
Logo mais de volta às estradas em novas e doces aventuras .

quarta-feira, 20 de abril de 2016

ENTREVISTA PARA A DISNEY BABBLE

Olá galera, quanto tempo...
Acabamos de sair em uma entrevista bem bacana sobre viagens com pequenos,vale conferir.


Miniguia para uma boa viagem em família

Mães viajantes sempre têm ótimos conselhos para quem está programando férias com os filhos, não é mesmo? Conversamos com algumas delas, que dão dicas incríveis

Miniguia para uma boa viagem em família
Viajar é ótimo! Abre a nossa mente para o novo, nos ensina a descobrir o que gostamos, fortalece nosso poder de decisão, melhora nossos instintos exploradores, nos faz quebrar barreiras pessoais, entre tantas outras (boas) consequências. Fazer uma viagem em família, então, é perfeito...
Afinal, ter quem você gosta por perto em uma aventura é diversão na certa, com momentos inesquecíveis para colecionar. Mas alguns cuidados e truques devem ser levados em consideração na hora de fechar o destino das próximas férias em família.
Conversamos com quatro mães viajantes para nos ajudar nesta tarefa. Elas adoram colocar o pé na estrada, acompanhadas por seus pequenos. Por isso, têm dicas valiosas para você que planeja um passeio mais comprido com as crianças.
Amanda Fagundes, 29 anos, por exemplo, tem um companheiro especial para suas viagens: Henri, seu filho de 9 anos (ambos na foto acima). O garoto já conheceu destinos no Brasil e no exterior. "A viagem que mais me marcou foi para Barcelona. Tivemos passeios maravilhosos e foi tudo como Henri planejou. Ele foi muito ativo no roteiro", conta.
Liz Rodrigues, 35 anos, tem um estilo de viagem diferente. Sempre acompanhada pela caçula Melissa, de quase 3 anos, ela conhece muitos lugares durante o ano por meio de carona. "Saímos de casa bem cedo para chegar na rodovia escolhida bem no horário de maior fluxo de caminhões, que se dirigem a transportadoras para carregar e descarregar. São nossos maiores salvadores. E Melissa adora viajar de caminhão", conta ela, na foto abaixo com a pequena parceira.
A mãe também recorre a uma forma alternativa de hospedagem. "Uso ocouchsurfing mas, se não encontramos anfitrião, procuramos um acampamento oficial do local e bem econômico e acampamos", diz.
Sandra Câmara, 37 anos, adora o gostinho de surpresa na hora de viajar: "Quando vejo promoção na internet para viagens dentro do Brasil, vejo o destino que está mais barato e pronto, decidi minha viagem!", diz.
Em breve, ela fará a primeira viagem internacional com a filha Rafaela, de 14 anos (as duas na foto acima). "Passaremos 15 dias no México. Como é aniversário dela, deixei que montasse o roteiro para nós", conta.
A psicóloga Daniela Cabral é viciada em viajar para os parques temáticos da Disney, em Orlando. É tão fissurada pelo mundo mágico que encarou mais de 10 horas de viagem quando o filho Matheus, hoje com 3 anos, tinha apenas 6 meses (foto abaixo). "Viajaremos para lá novamente, agora levando também meu caçula, Arthur, de 1 aninho", conta.
Fala se não dá uma vontade grande de colocar o pé na estrada? As mamães viajantes abriram os livros de truques e listaram algumas dicas importantes na hora de escolher o destino, definir o roteiro, pesquisar por hoteis ou pousadas, entre outros detalhes.
Anote tudo e prepare a próxima viagem em família.
Atente-se à documentação. "Em viagens nacionais e internacionais sempre confiro a validade dos documentos meus e dos meus filhos. É bom tirar o passaporte do bebê mais perto da viagem, porque expira mais rápido do que o dos adultos" –Daniela Cabral
Opte por roupas práticas. "Carregue roupas leves e de pouco volume, que não ocupem muito espaço. Uma boa opção é a toalha de microfibra, que seca rápido e não ocupa espaço" – Sandra Câmara
Separe os itens nas malas. "Eu separo as peças de roupas em conjuntos para facilitar o manuseio durante a viagem. Sapatos e sandálias são colocados em sacolas próprias. Faço o mesmo com roupas íntimas e de banho" – Amanda Fagundes
Fique de olho na localização. "É importante imprimir mapas, caso o GPS não funcione. Legal também ter um guia do lugar escolhido para poder explorar melhor as atrações" – Liz Rodrigues
Carregue um kit médico. "Comprimido para dor, febre, diarreia e curativos não podem faltar. Afinal, nem sempre temos médico ou farmácia por perto" – Sandra Câmara
Considere um seguro saúde. "Quem viaja com criança pequena é bom se atentar e fazer um seguro específico para a viagem ou habilitar essa opção no plano que você já paga" – Daniela Cabral
Planeje de acordo com seu estilo. "Acho importante saber o desejo das crianças. Faça acordos sobre onde ir para que elas também possam se divertir, como visitar praças, andar de bicicleta, ir a um parque aquático" – Liz Rodrigues
Atente-se às comodidades. "Na hora de escolher hoteis e pousadas, sempre prefiro os que têm frigobar, chaleira, que sirvam o café da manhã e, para viagens longas, lavanderia. Assim, fica mais fácil preparar comidas e renovar a mala, que pode não vir lotada de roupa, já que conseguiremos lavar as roupas” – Amanda Fagundes
Leve brinquedos. "Durante a viagem de avião, meu filho ficou um pouco agitado e não queria ficar o tempo todo sentado. Coloquei um vídeo de desenho no tablet e leveu seus livros e brinquedos preferidos" – Daniela Cabral
Economize na comida. "Sempre carrego água e petiscos em saquinhos. Isso ajuda a economizar e a não passar perrengues com sede e fome" – Sandra Câmara
Identifique os pequenos. "Faço crachá, pulseira de identificação com o nome da criança, o nome do responsável, o nome do hotel, o endereço e o telefone de contato. Ah, às vezes também faço uma 'cordinha' que amarramos cinto com cinto. Assim fica mais seguro em lugares tumultuados" – Amanda Fagundes
Enfim... Viaje! "Resolvi ver o mundo com meus próprios olhos levando minha pequena Melissa. Quero que ela seja uma criança de mente aberta, sem preconceitos e que tenha esse espírito desbravador. Que se importe com as pessoas, dê valor às amizades, respeite as culturas e repasse todo o amor que ela tem no coração" – Liz Rodrigues
(Fotos: Getty Images e Arquivos pessoais)

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

DEPOIS DA TEMPESTADE...



FAROL DE CABO POLÔNIO





Nossa história começa com um enorme sentimento de gratidão  pelas pessoas do bem.
Estávamos no Uruguay,indo  de carona para Cabo Polônio,eu e minha companheira e filha de 3 anos, Melissa. Chegamos na entrada do parque,compramos nosso ingresso  e esperamos o horário de embarque no caminhão 4x4 para seguirmos  á vila costeira.
Chegamos lá e fomos logo procurar a casa a qual um amigo nos tinha indicado.Infelizmente chegamos lá e já estava ocupada.
Pensei ,tudo bem...vamos procurar um lugar para acampar.
Mas não podia por ser um parque de conservação,camping proibido.
Então fui em busca de  um hostel,porém como era  2 de janeiro, todos comemoravam a virada do ano e estavam lotados.
Para ajudar,começou uma tempestade com ventos fortes que nos levavam ao caminhar. Ensopadas e cansadas buscamos abrigo . E embaixo de uma lanchonete fechada eu chorei pela primeira vez em uma viagem, pedindo perdão a Melissa por aquilo estar acontecendo,dizendo que era culpa minha, que deveria ter feito reserva num lugar tão difícil de achar vaga.
Não sabia o que fazer e nem onde ir. De repente passaram 3 homens ao nosso lado , sujos, descalços ,faladores e todos de dreads nos cabelos,pararam tbm para se proteger , me viram chorando e ofereceram ajuda.
Contei o ocorrido e eles disseram que nós poderíamos seguir  e ficar com eles  onde estavam . Não pensei duas vezes  e seguimos, na chuva ,por uns 5 km aproximadamente na areia da praia.
 Chegamos ao final da extensa caminhada ,já com os ombros doloridos e pés encharcados ,andamos mais uns metros em direção a uns arbustos e chegamos onde seria nosso camping. Na verdade era  um esconderijo,como disse, acampar é proibido ,mas não tínhamos outra alternativa e ficamos por ali.
Haviam 5 barracas de pessoas de algumas nacionalidades,franceses, americanos,os uruguaios e eu, a unica brasileira e mulher  com mais  uma criança. Um deles, Miguel,se mostrou muito prestativo e me ajudou a achar um espaço onde colocamos a minha barraca e pude então respirar profundamente e agradecer de ter cruzado nosso caminho. Troquei nossas roupas molhadas, deitamos por um tempo, alimentei a Melissa que estava faminta e tirei um pequeno cochilo.
Fomos acordadas aos gritos, nos chamando para jantar. Miguel e mais 3  homens que não me recordo os nomes haviam feito uma enorme penela de macarrão com tudo dentro ali na fogueira ao meio a clareira .Havia tomates, ovos, sardinha,molho de tomates e diversas formas de macarrão, espaguete, talharim, parafuso,ave maria...Foi a macarronada mais gostosa e cheia de areia que nós já comemos na vida. O lugar não tina estrutura nenhuma para se fazer uma refeição, sem utensilios domesticos higienizados,  uma água de origem duvidosa pega num rio ao lado ,mas havia muito amor ao próximo ali, uma ajuda sem pensar em algo em troca, de coração mesmo. Dividimos nosso pão trazido de Punta del Diablo, e passamos a noite contando histórias . Fomos tentar dormir todos ! A noite estava muito fria e agitada, a barraca parecia que ia sair voando , e os trovões assustavam a Melissa, mas logo tudo se acalmou e adormecemos.
Pela manhã um sol radiante invadia a janela da barraca.Miguel nos chamou para tomar café com eles. Fizeram uma espécie de pão com trigo, sal e banha  assados na fogueira,estava bom, mas também recheado de areia,mas esse era  o último dos problemas.
Depois Miguel nos levou a conhecer tudo, a vila, o farol , a loberia e nos levou de volta p acampamento nos ajudar com as mochilas para irmos embora.
Miguel disse que  toda temporada alugava sua casa p estrangeiros para ganhar um dinheiro a mais e ficava em qualquer lugar. E que nos viu precisando de ajuda e não podia nos deixar ali nos oferecendo o que podia .
Fiquei num acampamento com  uns 6 homens , só eu de mulher Brasileira com  uma criança. Em nenhum momento senti medo deles,sentia uma energia muito boa na verdade,tinham o coração puro e esbanjavam alegria.
Naquele dia houve uma transformação aqui dentro. Reforcei minha fé nas pessoas, quebrei  varios preconceitos de esteriotipos  e fiz um amigo leal.
Aquele dia me senti mais humana, humilde, sabendo aceitar ajuda de quem menos  esperava.
Sendo acolhida sem quererem algo em troca , por pessoas geralmente invisíveis tentando apenas  SobreVIVER.
Depois da tempestade tudo  foi aprendizado.
Tudo foi amor, e ele ainda é o sentimento que move o mundo.



Nuestra historia comienza con un gran sentido de gratitud por la buena gente.
Estábamos en Uruguay, va a montar a Cabo Polonio, yo y mi compenheira y 3 años de edad, hija, Melissa. Llegamos a la entrada del parque, compramos nuestro boleto y esperamos el momento del embarque en camioneta 4x4 a seguir será Pueblo costero.
Llegamos allí y estábamos buscando una casa en la que un amigo tenía indicado.Infelizmente llegó allí y ya estaba ocupado.
Pensé, bueno ... vamos a encontrar un lugar para acampar.
Pero no pudo, porque es un parque de conservación, camping prohibido.
Así que me fui en busca de un hostal, pero como era 02 de enero, todos celebrando la vuelta del año y estaban llenas.
Para ayudar, comenzó una tormenta con fuertes vientos que nos llevaron a caminar. Empapado y cansado buscan refugio. Y bajo un restaurante cerrado lloré por primera vez en un viaje, pidiendo perdón a Melissa para lo que está sucediendo, diciendo que era mi culpa, yo debería haber hecho reserva de un lugar tan difícil encontrar espacio.
Yo no sabía qué hacer ni a dónde ir. De repente, tres hombres llegaron a nuestro lado, sucio, descalzo, hablar y todos rastas en el pelo, dejó de TBM para proteger, me vieron llorar y ayuda ofrecida.
Le dije lo que pasó y me dijeron que podíamos seguir y quedarse con ellos donde estaban. No pensé dos veces y fui en la lluvia durante unos 5 km alrededor de la arena.
 Llegamos al final de la caminata, al igual que con los hombros doloridos y los pies empapados, caminamos unos metros más hacia unos arbustos y nos dieron en la que sería nuestro campamento. En realidad se trataba de un lugar escondido, como he dicho, camping está prohibido, pero no teníamos otra opción y nos quedamos allí.
Tenía cinco carpas personas de algunas nacionalidades, franceses, estadounidenses, uruguayos y yo, mujer única y de Brasil sobre un niño. Uno de ellos, Michael, era muy amable y me ayudó a encontrar un lugar donde ponemos mi tienda y entonces pude respirar profundamente y agradecer haber cruzado en nuestro camino. Cambió la ropa mojada, acuéstese por un tiempo, alimentado Melissa que tenía hambre y trei una pequeña siesta.
Nos despertó gritando, llamando a cenar. Miguel y 3 más los hombres que no recuerdan los nombres habían hecho una gran penela fideos con todo allí en la hoguera en medio del .Hay despejar eran tomates, huevos, sardinas, salsa de tomate y las diversas formas de pasta, espaguetis, fideos, tornillo , ave maria ... Era la más deliciosa pasta y llena de arena que hemos comido en mi vida. El lugar no Tina ninguna estructura para hacer una comida sin utensilios engranaje, un agua de dudosa atrapada en un río al lado, desinfectados, pero había un montón de amor al prójimo no, una mano sin pensar en algo a cambio, incluso el corazón. Dividimos nuestro pan trajo a Punta del Diablo, y pasó la noche contando historias. Todos estábamos tratando de dormir! La noche era muy fría y se agitó a la tienda parecia que volar, y el trueno asustó Melissa, pero luego todo se calmó y se durmió.
Por la mañana, un sol brillante invadió la ventana barraca.Miguel nos llamó para desayunar con ellos. Hizo una especie de pan con trigo, la sal y la manteca de cerdo asada al fuego, que era bueno, pero también rellena de arena, pero eso fue el último de los problemas.
Después de Miguel nos llevó a conocer todo, el pueblo, el faro, la Lobería y nos llevó campamento p ayudarnos con las maletas para irse.
Miguel dijo toda la temporada alquilar casa p extranjeros para ganar dinero extra y una estancia en cualquier lugar. Y vi en la necesidad de ayuda y no hay poder que nos dejó en la oferta de lo que pudo.
Yo estaba en un campamento con 6 hombres, yo mujer brasileña con un niño. En ningún momento tuve miedo de ellos, sentí una energía muy buena, de hecho, sus corazones eran puros y prodigué alegría.
Ese día hubo un cambio aquí. Reforcé mi fe en la gente, rompió varios estereotipos de prejuicio e hice un amigo leal.
Ese día me sentía más humano, humilde, sabiendo aceptar la ayuda de los que menos se esperaba.
Es bienvenido sin querer algo a cambio, por lo general gente invisible tratando de sobrevivir.
Después de la tormenta todo se aprende.
Todo era amor, y todavía es el sentimiento que mueve el mundo.



Our story begins with a huge sense of gratitude for the good people.
We were in Uruguay, going to ride to Cabo Polonio, me and my compenheira and 3 year old daughter, Melissa. We arrived at the park entrance, we bought our ticket and waited for the boarding time in 4x4 truck to follow will seaside village.
We got there and we were just looking for a house in which a friend had indicado.Infelizmente got there and was already occupied.
I thought, okay ... let's find a place to camp.
But could not because it is a conservation park, camping prohibited.
So I went in search of a hostel, but as it was January 2, all celebrating the turn of the year and were crowded.
To help, started a storm with strong winds that led us to walk. Soaked and tired seek shelter. And under a closed diner I cried for the first time on a trip, asking forgiveness Melissa for what is happening, saying it was my fault, I should have done reserve a place so hard to find space.
I did not know what to do nor where to go. Suddenly three men came to our side, dirty, barefoot, speaking and all of dreads in his hair, stopped TBM to protect, saw me crying and offered help.
I told what happened and they said we could follow and stay with them where they were. I did not think twice and went in the rain for about 5 km around on the sand.
 We reached the end of the long walk, as with sore shoulders and soaked feet, we walked a few more meters towards some bushes and got where it would be our camping. Actually it was a hiding place, as I said, camping is prohibited, but we had no choice and we were there.
Had five tents people of some nationalities, French, Americans, Uruguayans and I, Brazil's unique and woman over a child. One of them, Michael, was very helpful and helped me find a place where we put my tent and I could then breathe deeply and thank having crossed our path. Changed our wet clothes, lie down for a while, fed Melissa who was hungry and trei a little nap.
We were awakened screaming, calling us to dinner. Miguel and 3 more men who do not recall the names had made a huge noodle penela with everything in there at the stake in half the clearing .There were tomatoes, eggs, sardines, tomato sauce and various forms of pasta, spaghetti, noodles, screw , ave maria ... It was the most delicious pasta and full of sand that we have eaten in my life. The place does not tina no structure to make a meal without utensils sanitized gear, a dubious water caught in a river next door, but there was a lot of love of neighbor there, a hand without thinking of something in return, even heart. We divide our bread brought to Punta del Diablo, and spent the night telling stories. We were all trying to sleep! The night was very cold and stirred at tent looked like it would fly away, and the thunder frightened Melissa, but then everything calmed down and fell asleep.
In the morning a bright sun invaded the window barraca.Miguel called us to have breakfast with them. Made a kind of bread with wheat, salt and lard roasted on the fire, it was good, but also sand stuffed, but that was the last of the problems.
After Miguel led us to know everything, the village, the lighthouse, the Loberia and took us back p camp help us with the bags to leave.
Miguel said all season rented home p foreigners to earn extra money and stay anywhere. And I saw in need of help and could not there to let us in offering what he could.
I was in a camp with a 6 men, I only Brazilian woman with a child. In no time I was afraid of them, I felt a very good energy in fact, their hearts were pure and lavished joy.
That day there was a change here. I reinforced my faith in people, broke several stereotypes of prejudice and did a loyal friend.
That day I felt more human, humble, knowing how to accept help from those who least expected.
It is welcome without wanting something in return, by generally invisible people just trying to survive.
After the storm everything was learning.
Everything was love, and it is still the feeling that moves the world.









LOBERIA


ESSE É O MIGUEL






























NOSSO ANJO, MIGUEL



terça-feira, 29 de setembro de 2015

Do Maranhão à Belém

Continuamos a viagem  e as
9 hs chegamos em Açailândia.
Ao descer no posto avistei uma caminhão  na bomba e já  fui falar com o motorista.
Ele ia 170 km a frente, p Ilionopolis já  no Pará. Subimos no caminhão do Mineiro de apelido Padre,pois ele na juventude  havia estudado p tal,mas a paixão  por caminhão  foi maior.

Ele nos deixou num posto e ficamos uns 30 minutos  por lá. Aí  dois frentistas  vieram até  nós  e disseram que seria mais fácil pegar carona próximo a PRF.

Pagaram um moto táxi  p me levar lá. Chegando  falei com um dos policiais e ele disse que seria melhor irmos p frente  da Barreira  que havia ali por causa de uma obra...fomos p lá.

Nada de caronas por 20 minutos,aí passou uma Van de lotação  vazia e o Sr.Nelson nos levou mais a frente,nos comprou água  de Coco e fez perguntas sobre nossa viagem.
Chegando no terminal de vans ,ele pediu p outro amigo nos levar  p próxima  cidade.

O rapaz que cobrava  os passageiros  depois de falar um pouco da viagem fez questão  de pagar nossa passagem  p irmos até  Belém  de ônibus. Disse que era perigoso e estava tarde e não havia  nada na Estrada  a não ser terra.
E foram mesmo muitos kms  sem ver um sinal de vida.

Chegamos no ponto  onde partia o bus até  Belém  e um senhor  comprou Salgado e toddy  p Mel,ficamos conversando ali até  o bus chegar. Partimos as 18:30 e as 23:40 chegamos em Belém,onde minha prima,seu esposo e minha tia nos esperavam.
Enfim ,fomos p casa.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Do calor de Goiânia p o Calor do Maranhão.

Passamos uns dias na casa da Hyanna com sua mãe Florença  e seu irmão  Fernando. Foi super legal e me senti em casa.
A chefe da casa,mamãe  Florença é  super divertida,trabalhadora e se vira nos 30 p poder sustentar a família.
Muito atenciosa,carinhosa com todos e Alegre.
Estar lá com eles foi muito gratificante,aprendi muito e quase  não vou embora a pedido de Florença.
Convite tentador, porém  tive que partir  e prometi  retornar.

Acordamos cedo ,arrumamos nossas coisas e esperamos a Hyanna voltar da academia  p dar uma carona p gente  até  o terminal  de ônibus.
Hyanna é  uma  menina  cheia de sonhos que estuda e trabalha muito.
Ficamos pouco tempo juntas pois estava mega atarefada  com trabalhos  da faculdade,mas sempre nos deu atenção.

chegamos no terminal  e nos despedimos.Foi massa  conhecer  esta família.

Peguei um bus até  o CEASA de Goiânia, fiquei lá  um tempo e nada...
Andei um pouco e fiquei  próximo  um viaduto,mas pareciamos invisíveis.
Ficamos 1 hora por lá,passou uma moça e peguntou  onde iríamos  e disse não poder nos levar pois ia sentido contrário.
Nós  íamos p Anápolis,chegar na BR 153 e ela nos deu 20 reais e falou p irmos de ônibus.

Fomos ao ponto de bus  e ficamos mais uns 40 min e nada.
Próximo dali parou um caminhão,o motorista passou por nós  e atravessou a pista ,indo em direção  de um vendedor  de poltronas .
Quando  voltava,perguntei se estava indo p Anápolis  e poderia  nos levar e foi batata.

Subimos no caminhão volvo modelo 2015,todo  automático,com ar,computador  de bordo e máquina  de café.
Cada vez mais os caminhões  nos surpreendem.

Décio,era do Paraná  e fazia a rota sudeste  Nordeste sempre.
Gente boa p caramba,cheio de história  e divertido.

Nos deixou no posto  JR em Anápolis,onde fizemos o vídeo  no qual ficam os 3 horas esperando  uma carona.

12:00, um caminhoneiro  veio falar  com a gente e disse: Olha moça,o frentista  disse que tu tá  indo p Belém,eu vou até  São Bento  no Maranhão,posso te deixar na divisa com Imperatriz. Só  não sei a hora  que vamos partir  pois estamos esperando cair grana na conta.

Agradeci e esperamos...

Saímos  de lá  umas 16 hs  e fomos direto ,13 hs parando somente p ir ao banheiro.
Primeira  noite dormimos na cabine .

Seguimos até  Estreito,divisa Maranhão e paramos no outro dia no posto Intercol.
Procuramos algo p comer mas só  havia uns salgados  bem feios,resolvi não  arriscar.

João  Batista  foi tomar banho e eu armar barraca.
Busquei a senha do Wifi  preciosa p poder dar notícias  e fiquei ali perto da conveniência  navegando.

De repente , um senhor parou na nossa frente e disse: vc não  é  a Liz? e essa pequena  é a Mel?

Quando olhei era outro Senhor  João , um simpático  de Ribeirão Preto que peguei carona  em abril indo p Serra  da Canastra.

Ele estava  fazendo  uma mudança  de SP p Açailândia.
Conversamos um pouco e ele voltou p seu caminhão.

João,o motorista  que viajavamos  nos chamou  e disse: Vamos ter que partir, procurar outro posto,pois esse não tem o que comer.
Lá  vai eu desarmar  barraca e jogar tudo p dentro do caminhão  novamente.
Seguimos p outro posto,comemos um Bauru e uma vitamina  .

No pátio  havia  muitas meninas fazendo programa. Algumas  aparentavam ter uns 13 anos...passavam entre os corredores batendo nas janelas  dos caminhões  atrás  dos caminhoneiros.

Depois de dispensadas  por eles, foram embora.
Mas uma delas ainda veio na minha barraca saber se "eu" não queria "namorar".
triste realidade está em que meninas como estas deviam estar estudando,sendo adolescentes  e por algum motivo caíram nesta vida que de fácil  não  tem nada.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

ROBORÉ E SEUS ENCANTOS




Depois de 233 km de estrada,uma parada sem motivos acho que foi p fazerem xixi ),chegamos em Roboré.
Despedimos de nosso amigo motorista da coca cola e seguimos caminhando rumo a praça central,uns 2 km,mas eu,Mel, Pãm e PR, logo nos primeiros metros conseguimos uma carona...lá na praça esperamos o restante do pessoal chegar.

Roboré é  uma cidade  pequena e acolhedora. Tem uma infraestrutura Tímida ,mas consegue dar conta dos turistas,que não são muitos. Conta com hóteis, pequenos mercados,terminal de ônibus, trem e muita natureza ao seu redor.

Ao chegar na cidade já avistamos a praça e fomos ao quiosque de informação turística ,porém a moça não sabia muito,não havia folhetos e nomeamos de "quiosque da desinformação turística,rsrs. Como sempre Tia Pãm já sabia o necessário e só buscamos informações complementares.

Seguimos p o Balneário  de chorros ,entramos, Tia Pãm , Verena, Jaque e PR já foram logo se jogando na água ,pois fazia uns 40 graus  e  na hora de saber onde poderia colocar as barracas fomos informados que era pago a entrada e o camping.
Como somos econômicos fomos direcionados ao Balneário ao lado , que era público, (abandonado praticamente ),mas que nos serviu como uma luva. Tinha alguns quiosques onde armamos a barraca embaixo e  a nossa frente um lago natural p banho.

Lavamos roupa, comemos e tomamos banho. Rolou até pescaria...mas o dia não estava p peixe.
Os quiosques eram cobertos de palha, batemos lanterna e haviam muitas aranhas ...Depois de sacudir a barraca umas 3 x e matar uma aranha de patas enormes dentro dela,dormimos...( com a lanterna acesa e abrindo o olho a cada 5 min me sentindo no filme aracnofobia.

Acordamos vivas ,uhhuuu!!

Tiramos o dia p ir ao El Chorro de San Luis, um rio que cai em forma de cachoeira formando um lago cristalino com uma prainha de areia abaixo. Muitas formações rochosas,vegetação e um lugar incrível .Fica cerca de 2 km da praça de Roboré até a placa de indicação,atravessa os trilhos  do trem e  caminha mais 2 km em estrada de terra batida,muito sobe e desce ,depois na entrada da trilha ,tem muitas pedras p descer até chegar no paraíso, é cansativo ,mas que no final compensa demais.

Não queríamos mais ir embora, mas a volta era pedida. Na metade do caminho encontramos alguns motociclistas onde conseguimos carona com eles. Nos deixaram na praça e Marcos convidou a todos p uma cerveja de agradecimento.Ficamos alí na pequena taberna relaxando um pouco do dia que foi largo , trocando experiências e fazendo amigos de Santa Cruz. Foi um dia maravilhoso.

Passamos a tarde no coreto da praça onde a noite armamos nossas  4 barracas,e acordamos com  5...uma familia resolveu nos acompanhar na madrugada e armou a barraca ao nosso lado.

Ventou bastante a noite, e quebrou  2 varetas da minha barraca, fiz uma gambiarra e deu p usar novamente.

Eu,Mel,Pãm e Verena guardamos nossas coisas e seguimos mais cedo rumo ao posto de serviço p comprar alcool.

Na metade do caminho Verena conseguiu uma carona de moto e levou umas sacolas pesadas de comida com ela,seguimos caminhando pela estrada. Chegamos ao posto e aproveitamos p tomar um banho decente com piso limpo, agua limpa, sabonete,shampoo, carregamos celular e até fizeram café.

Depois de comer umas bolachinhas de chocolate,seguimos p estrada .

Próxima parada CHOCHIS !

Logo todos nós estávamos no acostamento novamente e o que aconteceu  ???
Conseguimos novamente uma carona COLETIVA massa, uma caminhonete onde já haviam 5 pessoas na frente e muitas coisas na caçamba.

Mas como dizem : Onde há boa vontade,sempre cabe mais  um, ou mais 7 e meio ,kkk

Melzinha foi  no colo da senhora a frente bem confortável....Nós,cabelos ao vento e membros dormentes,pois estavamos disputando espaço com as mochilas .






























Todos juntos por mais  70 km rumo ao VALE DE TUCAVACA.